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sábado, 5 de novembro de 2011

Brasileira desabafa após ouro

Tarian Chaud
Direto de Guadalajara (México) Fonte: Terra

Quebra de recorde pan-americano e medalha de ouro. A brasileira Ana Luiza Mello se consagrou na tarde desta quarta-feira na prova do tiro pistola 25 m. Depois de conquistar a medalha de ouro em sua terceira disputa de Jogos Pan-Americanos, a atleta nacional não escondeu o nervosismo antes de confirmar a primeira colocação na competição. A competidora mostrou-se aliviada com a premiação obtida depois de duas frustrações.

"Finalmente chegou a minha vez depois de dois Pan-Americanos. Vim para cá pensando se podia conquistar o ouro dessa vez. Apesar da confiança, no início da prova bateu um nervosismo grande. A minha insegurança e o vento forte atrapalharam um pouco. Consegui concentrar apesar de tudo isso e cumprir meu objetivo neste Pan", afirmou, antes de contar a estratégia adotada para se recuperar psicologicamente para brigar pala vitória.

"Na final apaguei tudo da minha cabeça e só pensei na técnica de atirar. Agora vou para a Vila comemorar muito com meus amigos", contou a competidora, que somou 773.9 pontos na competição desta quarta-feira. A prata ficou com a americana Sandra Uptagrafft (769.8) e o bronze com a venezuelana Maribel Pineda (768.8).

Ana Luiza Mello fez história antes mesmo da disputa dos Jogos Pan-Americanos. Em novembro do ano passado, a atleta assegurou um lugar na Olimpíada de Londres 2012, depois de conquistar o Campeonato das Américas de Tiro Esportivo. Agora, em Guadalajara, a atleta foi responsável pelo primeiro ouro do País na modalidade.

COMENTÁRIO: Após várias disputas o Brasil, com o auxilio de Ana Luiza recebeu o seu primeiro ouro na Modalidade de Tiro Esportivo. Ana Luiza deve estar orgulhosa por cada brasileiro que torceu por este titulo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Atletas do tiro esportivo relembram técnico morto antes do Pan

EMANUEL COLOMBARI
EMILY CANTO NUNES
Direto de Guadalajara (México) Fonte: TERRA

O técnico alemão Gerd Stamm morreu no fim de agosto e deixou a equipe brasileira de tiro esportivo "órfã" para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Na competição, os atletas de pistola rápida (25 m) foram treinados por Ricardo Benck, chefe da equipe. Mesmo assim, não tiraram da lembrança os ensinamentos de Gerd, vítima de uma infecção renal.

"Foi uma perda muito grande, o Gerd era um grande amigo. Ele está fazendo muita falta para a gente aqui. Estamos praticamente sozinhos, contamos com a ajuda do diretor técnico Ricardo Brenck, mas o Gerd realmente foi um amigo que nos ajudou na parte técnica. Foi um grande técnico e está fazendo falta", afirma Iosef Forma, que diz ter treinado só uma vez com o alemão.

"Ele treinava a gente há três anos, três anos e meio. Foi difícil, porque na verdade o ambiente de treino era o ambiente em que a gente convivia com ele. Então, onde a gente teria que ter mais concentração, era um ambiente que lembrava, lembra ainda muito ele. Várias coisas, detalhes, objetos, foi difícil. Ele morreu no fim de agosto e para retomar o treino com concentração demorou um pouquinho", concorda Emerson Duarte, quarto colocado na final da prova.

Stamm tinha 67 anos e morava na cidade de Campo Grande (RJ) com a mulher. O casal tinha apenas um filho, que vive na Alemanha e veio ao Brasil para a cremação do pai. O técnico não pôde ver os resultados de seus pupilos em Guadalajara, mas deixou algumas lembranças positivas - entre elas, o abafador que usam sobre os ouvidos, decorados com bandeiras brasileiras.

"Isso aqui foi ideia do Gerd. Esse meu não foi feito junto aos dos outros atletas, mas a ideia realmente partiu do Gerd. Eu me lembro que, quando vi esses abafadores personalizados, vi com a equipe treinada pelo Gerd. Então devemos a ele essa ideia", afirmou Forma, cheio de elogios à personalidade do alemão. "O Gerd era rígido, mas nem por isso deixava de ser amigo. Ele sabia a hora de cobrar e sabia também a hora de descontrair."

As lembranças ficaram também para Emerson Duarte, que admite agora ter menos dificuldades para enfrentar a dor quando está atirando.

"Os primeiros 15 dias foram difíceis. A primeira semana nem treinei, a segunda fui retomando. E a gente vai se acostumando também. Como são lembranças boas, ele acaba também ficando na nossa memória, nos momentos difíceis, nas orientações que ele me dava durante a prova, nos treinos. Sempre que eu lembro dele, lembro das observações que ele fazia, das atitudes positivas", diz.

Realmente é fato muito triste, uma vez que Stamm treinava os atletas à 3 anos, e não estava tão velho assim.

domingo, 16 de outubro de 2011

Tiro Esportivo no Jogos Pan-Americanos de Guadalajara

O tiro esportivo nos Jogos Pan-Americanos de 2011 será disputado no Club Cinegético Jalisciense, para as provas de arma de fogo, e no Polígono Pan-Americano de Tiro, com as competições de ar comprimido, em Guadalajara, no México. Ao todo serão realizados quinze eventos de tiro ao prato, carabina e pistola entre 16 e 22 de outubro.

CALENDÁRIO

Atletas Brasileiros que iram participar:

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Esporte

O tiro desportivo é uma modalidade desportiva que envolve teste de precisão e velocidade no manejo de uma arma de fogo ou de ar comprimido. A prática dessa modalidade requer treinamento e disciplina. É indispensável o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) como óculos e protetor auricular.

Todas as normas são reguladas pela ISSF (International Shooting Sport Federation) organismo internacional sediado na Alemanha

O número de provas de tiro ao alvo já variou bastante ao longo dos jogos. Foram 21 modalidades em 1920 e apenas duas em 1932. Nenhuma foi disputada em 1928.

O tiro com arco não é considerado dentro deste desporto e é regulado por uma federação própria, a FITA.

Três provas para as mulheres foram introduzidas em 1984. Antes disso, elas disputaram pela primeira vez em 1968, mas em competições masculinas. A mexicana Nuria Ortiz foi a pioneira e terminou em 13º lugar na prova de skeet. A primeira mulher a ganhar uma medalha no tiro chamava-se Margaret Murdock, em 1976, com carabina de três posições.

O tenente do exército brasileiro Guilherme Paraense foi o primeiro esportista do país a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, feito conseguido nos Jogos de Antuérpia 1920, na modalidade tiro rápido. Durval Guimarães representou o Brasil em cinco olimpíadas consecutivas.

Nos jogos de 1976, o atleta Paul Cerutti foi desclassificado das provas de tiro por estar dopado. O mais curioso é que ele tinha terminado em 43º lugar entre 44 competidores.

Em 2007 nos Jogos Pan-americanos realizado no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o Tenente-Coronel das Forças Armadas Fernando Cardoso Junior, federado aFederação Brasiliense de Tiro Esportivo, conquistou a medalha de bronze na prova de tiro rápido, com 199,1 pontos na final.